#Eurotripdosni – Tchau Londres, oi Amsterdã =) – dia 8

Acordamos no nosso último dia de Amsterdã. Só para variar um pouco, faz frio. Vamos arrumar as malas calmamente, não tenho pressa por dois motivos: o frio e a folga da dona da casa. Não saio daqui antes das 10. Olha amor, uma mensagem dela: “hi, hope you enjoy Anne Frank’s house”. Ta querendo saber se já saímos com certeza, vou nem responder. Vamos pegar o tram e ir direto pra estação central, lá tem guarda volumes. Daí deixamos as malas lá e vamos pra casa de Anne Frank. Lá vamos ter que pegar a fila, não consegui comprar ingressos pela internet.

OLHA O TAMANHO DESTA FILA.

Fila - nada modesta - da casa de Anne Frank

Fila – nada modesta – da casa de Anne Frank

Hoje não tem sol, o vento está passando cortando nossos rostos. São 10 da manhã, vamos mofar umas duas horas pra mais aqui. “Brasileiros?” amor, o moço que ta na nossa frente é brasileiro, de SP! “Estou viajando com minha filha e minha cunhada, minha esposa não pôde vir, estamos revezando a fila”. Pessoal gente boa de SP, bom para passar o tempo nessa fila. Jesus, não sinto meus pés, sol filho, já tava frio com você, volta pelo amor de Deus. Comecei a bater queixo literalmente, amor, vou comprar um chocolate quente pra aquecer a alma depois de uma hora e meia de fila. Pelo tanto que falta de gente.

Ainda na fila, com nossos novos amigos

Ainda na fila, com nossos novos amigos

Ai, oremos, finalmente entramos. Não pode tirar foto e tem que fazer silêncio. A casa está sem móveis, foi um pedido do pai da Anne quando a guerra acabou e ele tinha perdido a esposa e filhas, para lembrar o vazio que ficou em seu coração. Coitado, viveu sozinho até os 92 anos lutando pela causa da discriminação.

Anne Frank (não pode tirar foto, mas o marido tinha uma Gopro sem flash em mãos)

Anne Frank (não pode tirar foto, mas o marido tinha uma Gopro sem flash em mãos)

Na primeira parte da casa ficava a fábrica de extrato de frutas da qual Otto Frank era dono. Em uma outra parte escondida e separada por uma estante de livros que tampa uma passagem ficava a casa onde Anne, sua família e mais duas famílias ficaram escondidos dois anos.

A estante de livros que escondia o acesso a parte secreta ainda está lá

A estante de livros que escondia o acesso a parte secreta ainda está lá

Durante este tempo Anne escreveu um diário. Em seu antigo quarto ainda estão as fotografias de ídolos e coisas que ela gostava, fazia isso para manter o contato com o mundo. As famílias conseguiam se manter lá com a ajuda de amigos que levavam jornais e mantimentos. Durante o dia eles tinham que fazer silêncio, pois os funcionários da fábrica não podiam desconfiar que eles estavam escondidos lá. Infelizmente, alguém descobriu e os denunciou e no dia 4 de agosto de 1944 eles foram levados para campos de concentração nazistas. Em uma determinada parte do museu há alguns vídeos e um deles me emocionou muito. É de uma amiga de Anne que a encontrou em um campo de concentração, mas como ela não era europeia, servia apenas de moeda de troca e não foi morta. Ela conta que Anne estava desesperançosa porque “não lhe sobrara mais ninguém”. Anne e a irmã morreram de tifo apenas um mês antes do fim da guerra. Anne morreu sem saber que seu pai estava vivo. Ao retornar a Amsterdã, uma das pessoas que ajudava a família de Otto e havia escondido o diário de Anne o entregou. Segundo Otto, “os pais deveriam conhecer melhor seus filhos, eu não conhecia minha Anne como estava naquele diário”. O diário de Anne também está em exposição no museu. A casa de Anne Frank é um dos lugares mais profundos que já visitei na vida e me arrepio só de pensar. Triste história.

Já são 13:30. Não vai dar tempo de ir ao De Kas, mas a Amanda, nossa nova amiga, disse que tem um restaurante que serve comida de mãe, literalmente, e que inclusive é lindamente decorado com fotos de mães das pessoas que já passaram por lá e levaram. Mas antes foto na porta da casa.

Casa de Anne Frank

Casa de Anne Frank

Anne Frank

Anne Frank

Ahhhhhh, ta fechado, que pena =( vamos ter que procurar outro. Meu Deus, vou desmaiar de fome. Marido achou um bistrô, parece bacana, vamos ver. Olha, um bistrô de comida holandesa! Excelente, é aqui mesmo. Amanda disse que tenho que experimentar o tal croquete que só tem aqui, então é isso que vou querer. Gente! Que prato bonito!

Brown bread, ovos, maionese, salada e CROQUETE <3

Brown bread, ovos, maionese, salada e CROQUETE ❤

E o croquete? É delícia real, hummmmm!

Temos que ir! Embarcamos já já pra Paris e ainda não fomos conhecer o Red Light District. “Tchau gente! Sempre bom fazer novos amigos, foi um prazer dividir a fila e o frio com vocês! Rs” Vamos pegar um taxi que nosso tempo ta apertado. Amor, comporte-se, não pode tirar foto das moças na Red Light hein, diz que você vai parar no fundo de um canal se fizer isso! Muitas vitrines estão fechadas. Mas algumas moças estão lá de lingerie sentadas nas vitrines esperando os clientes. Estranho isso, rs. Mas acho digno, cada um faz o que quer da vida, tem que legalizar mesmo, daí entrar ou não em determinada profissão é escolha delas. Também tem muitos sex shops e outras coisas relacionadas ao sexo. Diz que é bacana mesmo vir a noite ne, mas naquele frio não animamos…

Red light district (a parte que pode fotografar)

Red light district (a parte que pode fotografar)

Agora partiu Paris, nosso último destino.

Centraal Station

Centraal Station

Nosso trem sai as 17:17 de Amsterdam Centraal e as 20:38 estaremos em Paris. Viagem tranquila. Em Paris vamos de metrô mesmo, o William deu informações certinhas sobre como chegar na casa dele. Chegamos. Ai gente, aqui é mais complexo o trem ne, não sei falar francês, ainda bem que boa parte das pessoas fala inglês. Vamos comprar logo 10 tickets de metrô, aqui não tem Oyster Card, é menos organizado que Londres (e mais sujo também). Temos que pegar a linha 4 até Chatelet e lá pegar a linha 1 até Hotel De Ville. Linha 4 tranquila, mas cuidado com os bolsos, li que aqui tem muito batedor de carteira.

Beleza, chegamos a Chatelet. JESUS, olha a quantidade de gente. Pessoal estranho, to tensa..rs

Chegamos! Ap dele é aqui pertinho, tem um código pra abrir a portaria. Agora marido, só lembrando, são CINCO lances de escada =/ Ufa, finally! O ap é bonitinho até, mas é minúsculo mesmo como dizem que são os imóveis por aqui. Vamos descer e comer algo que amanhã o dia é longo. Vou logo de massa pra fechar o dia com chave de ouro.. hehe

ROTEIRO PLANEJADO

Casa de Anne Frank + almoço (De Kas) + I’m Amsterdam

ROTEIRO REAL

Casa de Anne Frank + almoço com novos amigos (De Kas) + I’m Amsterdam

DICAS DE OURO

– Compre o ingresso da Casa de Anne Frank com antecedência, pois como é pequeno disponibilizam poucos com horário marcado. Eu não consegui comprar e me lembrei disso a cada segundo naquela fila com meus pés congelando!;

– Coma croquete no Dutch Bistrô, é uma DELÍCIA!!!

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2 opiniões sobre “#Eurotripdosni – Tchau Londres, oi Amsterdã =) – dia 8

  1. Nossa, muito tempo de espera na fila!
    Li O Diário de Anne Frank qdo era criança e lembro de ficar muito tocada, quero ver se leio de novo.
    Que, e não visitou nenhum coffee shop? hahahah

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