Babymoon – Morro de SP/Bahia

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Essa viagem aconteceu no feriado do dia 7 de setembro de 2017 (eu, atrasada com minhas postagens, as Always). Nós tínhamos uma viagem para Las Vegas agendada para junho/17, mas em função do acidente de carro que sofremos em maio, tivemos que cancelar tudo. E queríamos muito fazer uma despedida das viagens antes do nosso príncipe chegar.

No exterior esse tipo de viagem é bem comum e são chamadas de babymoon, uma espécia de lua-de-mel antes da chegada do baby. Como voltei a trabalhar fora, precisava que fosse um destino que coubesse em  um feriado (coubesse em tempo e em dinheiro). Nunca tivemos grande vontade de conhecer a Bahia, porém, entre os destinos possíveis lá, Morro de SP era um dos que me interessava. A princípio íamos para Campos do Jordão, já tínhamos até as passagens, mas vendo umas postagens de uma colega (thanx Mariana), me lembrei de Morro e mostrei pro marido, ele disse “cancela Campos, vamos pra lá!”.

Mas como chegar a Morro?

Existem duas opções (que cabem no bolso de reles mortais), ir de avião a Salvador, pegar um catamarã (aquele que virou um tempo atrás) que leva aproximadamente 2 horas pra chegar a Valença, se não me engano, e de lá pegar a lancha rápida (20 reais por pessoa, cerca de 15 min) até morro OU ir de carro até Valença e de lá pegar a lancha rápida. Duas opções ruins na minha opinião, mas marido escolheu ir de carro. Pra quem tinha recém sofrido um acidente, foi um grande desafio. Mas graças a Deus correu tudo bem e a 101 norte estava bem tranquila (bem diferente do trajeto Guarapari-BH, por exemplo). Saímos de Vitória por volta de 15 horas e chegamos a Valença no dia seguinte na hora do almoço, mas paramos próximo a Ilhéus para dormir.

 

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Lancha rápida para Morro de SP

Ao chegar a Morro, tem uns carregadores de mala que se oferecem pra levar as malas até a sua pousada com carrinhos de mão. Geralmente cobram 10 reais por mala. Meu conselho é: pague! A subida é cruel mesmo sem mala e quando chegamos estava um sol de lascar. Você pode ver mais sobre isso no vlog que fiz da viagem.

Agendamos a pousada Ilha da Saudade, que fica na vila e achamos que tinha um custo benefício bacana. A pousada tem piscina e uma vista linda para o farol, mas tem quatro andares e é toda de escadas. Então, se você tem alguma restrição de locomoção, peça os andares mais baixos. Meu quarto era no primeiro andar com varanda, achamos bem gostosa e com uma localização ótima a pousada. Minhas ressalvas vão para o horário do café da manhã (só começa as 8, tarde para quem acorda cedo) e para a falta de telefone nos quartos (se você precisa fazer uma pergunta simples na recepção, precisa ir até lá).

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Depois fomos conhecer a primeira e segunda praias. A primeira é mais famosa pelos surfistas (mas nem achei as ondas essa coca, não que eu entenda algo sobre) e não tem infra de quiosques e afins. Também é onde fica a tirolesa.

A segunda praia é o point e tem uma infra top, praia limpa, quiosques ótimos, muitos com música ao vivo e muitos parte da infra de pousadas. Passamos a tarde no lounge da pousada Sambass e pagamos apenas 50 reais de consumação. Isso em um feriado. Sempre ouvimos falar que Morro era caro, mas achamos os preços bem ok. Além disso, tem pratos ótimos por serem, além de quiosques, restaurantes também.

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Sambass – segunda praia

A previsão era de chuva o feriado inteiro, mas pegamos bastante sol, e quando chovia, era bem rápido. Num desses momentos de sol + chuva voltando da segunda praia tivemos uma grata surpresa.

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Compramos para o dia seguinte o passeio de volta a ilha, custou 100 reais por pessoa. Saímos por volta de 10 da manhã da terceira ilha (eles marcam mais cedo, mas esperam encher a lancha para sair). Neste passeio passamos pelas piscinas de Garapuá, Moreré, paramos na praia da Boca para almoço (onde as lagostas são famosas e onde você pode comer um acarajé original da Bahia) e depois vamos a cidade histórica de Cairu. É um passeio bem gostoso e bonito. Choveu um pouco quando estávamos em Moreré onde tem mais peixes, mesmo assim deu pra ver. Se você tiver snorkel para mergulhar, leve os seus para ver os peixinhos, ou alugue na praia. Você pode devolver na pousada e eles recolhem depois. Alugamos um e custou 15 reais.

Ah, uma informação importante sobre a lancha que leva no passeio. A ida é em mar aberto e a lancha pula MUITO. Se você, como eu, está grávida e/ou não gosta de emoção, vá na parte de trás da lancha!

Lá em Cairu alguns jovens oferecem o serviço de guia e fazem um tour com você pela pequena cidade que foi o segundo município do Brasil (o primeiro foi Porto Seguro). Ele pede uma contribuição de 5 reais por pessoa, pelo que me lembro. É bacana contribuir, porque além de saber coisas que você não saberia sozinho, ajuda numa cidade aparentemente abandonada pelo governo, apesar de toda a sua história, e onde pessoas têm pouca oportunidade de educação e obtenção de renda. Uma coisa interessante que o nosso guia nos contou foi que a maioria das igrejas na Bahia têm somente uma torre porque se ela não estivesse finalizada, não pagaria impostos. Brasileiro sendo brasileiro desde sempre com seu “jeitinho”… agora toda vez que vejo uma igreja com somente uma torre lembro disso.

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Convento de Cairu – sobrevive das entradas dos turistas. Entre e ajude a preservar nossa história abandonada pelos governantes!

No terceiro dia, marido aproveitou para descer na tirolesa já que eu grávida não podia (não que eu fosse se não estivesse hahah sou uma medrosa pra essas coisas):

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Tirolesa – primeira praia

Depois aproveitamos o dia na segunda praia…

No fim do dia fomos ver o pôr-do-sol na Toca do Morcego, um bar que fica próximo ao farol. Olhamos o horário do pôr-do-sol na internet e fomos próximo a este horário. Mas se você quiser sentar e aproveitar para consumir, chegue cedo, pois fica cheio.

Lá apreciamos o segundo pôr-do-sol mais bonito que já vi (perdendo apenas para a Casa Pueblo em Punta Del Este):

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Toca do Morcego

Depois do pôr-do-sol teve uma banda ao vivo bem bacana (vê lá no vlog!).

E no último dia aproveitamos para conhecer a terceira e quarta praias. Na terceira dá pra ir a pé tranquilo, mas ela é bem grande, então a caminhada até a quarta praia é longa. Nosso horário estava apertado e fomos de burrinho até lá. Mas eu morro de dó de explorar animal desse jeito, então se eu tivesse tempo e tivesse em condições físicas, teria ido a pé. Imagino que seja uma caminhada de pelo menos uma hora…

Saímos de Morro com gostinho de quero mais, lugar delicioso. Fomos de carro até Salvador pois eu voltaria de lá direto para o trabalho em BH. Passamos um diazinho em Salvador que também foi muito bacana. Dormimos na praia do flamengo e fomos até o farol de Itapoã e o pelourinho no dia seguinte. Apesar de corrido, valeu a pena.

Eu fui embora de Salvador, mas o marido na volta ainda parou em Porto Seguro, Arraial d’Ajuda e Trancoso. Vale a pena ir de carro para aproveitar mais cidades.

E essa foi nossa babymoon, você pode ver o vlog da viagem aqui!

Esperamos não demorar até o próximo post de viagens! Mas faremos uma pausa para os posts da maternidade! haha beijos

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